
A preocupação foi demonstrada por alguns vendedores de diferentes pontos da cidade de Quelimane, província da Zambézia, que afirmaram que os fardos importados e posteriormente comercializados chegam incompletos, principalmente no caso das meias, uma situação que tem causado prejuízos para quem sobrevive desta actividade.
“É normal comprar um fardo e apenas uma pequena parte ser aproveitável, tudo porque muitas das peças não costumam vir completas, principalmente as meias” – afirmou Fernando Miguel, um dos vendedores do mercado Brandão, em Quelimane.
Segundo os comerciantes, conseguir um fardo com todo o material ou vestuário completo tem sido uma questão de sorte. Quando reclamam os seus direitos junto da empresa fornecedora, segundo relatam, nem sempre recebem uma resposta satisfatória.
Este problema não afecta apenas os vendedores, mas também os clientes. Muitos só percebem que os pares não combinam depois de já terem comprado e chegado a casa. “Há dias em que compramos roupas e, ao chegar a casa, percebemos que não combinam. Quando tentamos devolver, alguns vendedores não aceitam, alegando que também compram assim mesmo” – frisou Brenda Lucas, uma das clientes entrevistadas pela nossa equipa de reportagem.
De referir que os vendedores de fardos usados enfrentam este problema há mais de cinco anos, mas, nos últimos tempos, a situação tem-se agravado, gerando cada vez mais prejuízos para quem depende desta actividade para sustentar a família e suprir outras necessidades.
Por CAMANETE AGOSTINHO
























