
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apresentou, na cidade de Nampula, três funcionários dos Serviços Penitenciários Provinciais indiciados de envolvimento no desvio de produtos alimentares destinados aos reclusos.
Segundo as autoridades, o esquema era protagonizado por funcionários com cargos de chefia e, após investigações e interrogatórios, foi possível apurar o desaparecimento de cerca de uma tonelada de produtos alimentares. Os suspeitos encontram-se detidos para os devidos procedimentos legais.
Os três indiciados, duas mulheres e um homem, negam as acusações e alegam que o problema resultou de uma falha na contagem dos produtos, afirmando que apenas sete sacos de arroz estavam em falta.
Ainda relacionado com o sistema penitenciário, as autoridades revelaram que no passado dia 1 de maio houve uma tentativa de introdução de droga e bebida alcoólica de fabrico caseiro, conhecida por “primeirinha”, no Estabelecimento Penitenciário Regional Norte, na cidade de Nampula.
Amado Vaidade Castro, chefe das operações do Serviço Nacional Penitenciário em Nampula, explicou que um agente penitenciário foi surpreendido a tentar introduzir bebidas alcoólicas no recinto prisional. Ao aperceber-se da presença dos colegas em serviço, o suspeito colocou-se em fuga, tendo sido posteriormente capturado.
O responsável acrescentou que, além do processo criminal, foi igualmente instaurado um processo disciplinar contra os quatro agentes envolvidos no caso, que aguardam julgamento sob custódia.
O agente detido confirmou que tinha conhecimento de que era proibida a introdução de álcool no estabelecimento penitenciário. O mesmo trabalha há cerca de dois anos na Cadeia Regional Norte de Nampula.
As autoridades anunciaram ainda a detenção de uma cidadã acusada de tentar introduzir um telefone celular no estabelecimento penitenciário para entregar a um familiar recluso.
A suspeita negou a acusação e afirmou que o aparelho lhe pertencia, alegando que apenas pediu a um agente para guardar o telefone, onde se encontravam os seus cartões pessoais.
A porta-voz do SERNIC, Saulete Mucimboa, condenou este tipo de comportamento por parte dos funcionários públicos e reafirmou o compromisso das autoridades no combate à criminalidade, incluindo tráfico de drogas, crimes cibernéticos e outras práticas ilícitas dentro e fora dos estabelecimentos penitenciários.
Por: Dilma Coelho

























