
O Ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, defendeu recentemente a importância dos arquivos como instrumentos fundamentais para a preservação da memória institucional, promoção da justiça e fortalecimento da boa governação.
Falando por ocasião das celebrações do Dia Internacional dos Arquivos, o governante sublinhou que os arquivos vão muito além de simples depósitos de documentos. “Os arquivos não são apenas documentos. São histórias, memórias e testemunhos da nossa existência. Cada documento preservado representa uma decisão, um compromisso ou uma ação do Estado”, afirmou.
As comemorações deste ano decorreram sob o lema “Arquivos para a Justiça, Direitos, Memória e Futuro”, escolhido para destacar o papel dos arquivos na garantia dos direitos dos cidadãos e na construção de sociedades mais transparentes e inclusivas.
Segundo o ministro, seria impossível assegurar muitos direitos fundamentais sem a existência de documentos devidamente preservados. “O que seria de um cidadão num tribunal sem documentos? Como provar a sua identidade, propriedade ou outros direitos?”.
Inocêncio Impissa destacou que os arquivos desempenham um papel essencial na resolução de conflitos, na proteção dos direitos dos cidadãos e no combate à corrupção.
Os serviços de arquivo e registo, segundo explicou, são responsáveis pela conservação de importantes documentos administrativos, jurídicos e culturais, garantindo a autenticidade e a preservação da informação ao longo do tempo.
Durante a sua intervenção, o ministro valorizou igualmente o trabalho desenvolvido pelos serviços de registo civil e notariado, que conservam documentos históricos de grande relevância para a vida dos cidadãos.
O governante destacou os esforços do Governo para modernizar a gestão documental através da utilização das tecnologias digitais.
Segundo explicou, está em curso a implementação de processos de digitalização dos arquivos públicos, acompanhados por programas de formação destinados aos técnicos responsáveis pela gestão documental.
Durante uma visita realizada a serviços de registo e notariado, Inocêncio Impissa manifestou satisfação com os avanços alcançados na introdução de sistemas digitais, que permitem maior rapidez no atendimento ao público e melhor preservação da informação. “O uso das novas tecnologias fortalece os serviços públicos, melhora a eficiência e garante a conservação dos documentos a longo prazo”.
O ministro reconheceu que a transição para os sistemas digitais exige capacitação contínua dos profissionais do sector.
Segundo referiu, é natural que existam dificuldades iniciais na adaptação às novas ferramentas tecnológicas, mas considera que a formação em curso permitirá que os técnicos adquiram as competências necessárias para responder aos desafios da modernização administrativa.
Por fim, Inocêncio Impissa prestou homenagem aos profissionais que trabalham na gestão de arquivos, destacando que, apesar de muitas vezes permanecerem longe dos holofotes, desempenham uma função essencial para a preservação da memória colectiva e dos momentos mais importantes da vida dos cidadãos. “São estes profissionais que guardam documentos relacionados com acontecimentos marcantes da vida de cada cidadão, como o nascimento, o casamento e muitos outros momentos fundamentais. O Governo agradece a dedicação e o esforço que têm demonstrado ao longo dos anos”.
Por: Dilma Coelho




























