Banimento das horas extras na Educação/Zambézia 


“Não queremos mais horas extras” diz Pio Matos Governador da província da Zambézia

Pio Matos, Governador da Província da Zambézia

Nos últimos dias, diversos actores do estado em particular a do sector de educação, vem exigindo o pagamento dos seus ordenados provenientes das horas extras, que estes tem levado a cabo para cobrir a défice de professores nesta parcela do país. 

Foi a pensar nisso, qua a quando a inauguração das novas escolas nos distritos de Pebane e Mocubela desta parcela do país, o governador da província da Zambézia Pio Matos, manifestou a intenção do banimento das horas extraordinárias no sector da educação, devido aos “gastos desnecessários dos fundos do estado”.

Um assunto que levantou vários debates no seio da sociedade civil, visto que este processo tinha como objectivo, cobrir a défice de professores no sector da educação no país em geral e em particular a província da Zambézia.

Na sua intervenção, o governador afirmou que, “não queremos mais, horas extras, tem que se fazer um levantamento, para saber quantos são os professores que estamos a precisar, e depois contratar outros professores, para ocupar essas aulas, afirmou a fonte e explicou ainda não haver necessidade de dar as horas extras aos professores, visto que estes tem o seu próprio horário de trabalho, “não é para dar horas extras para aquele que já tem o seu horário completo e darmos mais horas extras, para fazer com ele o que?” – questionou Pio Matos, Governador da Zambézia.

Este senário acontece numa altura em que o director provincial de Educação da Zambézia, Joaquim Casal, teria afirmado que para ultrapassar o problema da falta de professores nas escolas da provincia e acabar com as horas extras,seria necessário a contratação de cerca de 3 mil professores do ensino geral, mas no presente ano lectivo, o Ministério de Educação atribuí menos de 400 professores contratados.

Aliás, recentemente a direcção provincial de educação nesta parcela do pais, foi palco de mais de 100 docentes de N4, trancaram as portas da direcção para exigir a contratação dos mesmos, visto que deste foram formados ainda não tiveram oportunidade de exercer suas actividades como docente.


Por: CAMANETE AGOSTINHO