RESTOS MORTAIS DE DOM OSÓRIO CITORA AFONSO SEPULTADOS EM NAMPULA

Os restos mortais do Bispo da Diocese de Quelimane, Dom Osório Citora Afonso, foram sepultados no Cemitério de Napacala, na cidade de Nampula, após uma série de cerimónias fúnebres marcadas por forte emoção e consternação entre familiares, fiéis católicos e autoridades governamentais.

Dom Osório Citora Afonso perdeu a vida na sequência de um ataque ocorrido na sua residência pastoral, na cidade de Quelimane. A sua morte abalou a Igreja Católica e a sociedade moçambicana, que continuam a exigir o esclarecimento do caso.

Atendendo ao desejo da família, os restos mortais do prelado foram trasladados para a sua terra natal, na província de Nampula, onde decorreram as cerimónias de despedida.

As exéquias iniciaram-se em Quelimane, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da República, Daniel Chapo, da Primeira-Dama, membros do clero, familiares e centenas de fiéis.

Posteriormente, a urna foi transportada para a cidade de Nampula, onde foi celebrada uma missa de corpo presente na Sé Catedral de Nossa Senhora de Fátima, reunindo diversas individualidades religiosas, políticas e membros da comunidade católica.

Durante a homilia, o Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saúre, lamentou profundamente a morte de Dom Osório Citora, classificando-a como uma perda prematura para a Igreja e para o país.

O prelado afirmou que a morte do bispo abriu um período de dor e tristeza para a comunidade católica, destacando o papel de Dom Osório como missionário dedicado, pastor próximo das comunidades e homem de fé.

Dom Inácio Saúre apelou ainda para que sejam esclarecidas as circunstâncias do crime e defendeu que a sociedade deve combater as causas da violência. “Tirar a vida de uma pessoa é uma afronta contra Deus e contra a dignidade humana. Esperamos que este seja o último caso de assassinato de um homem de Deus no nosso país”.

Por sua vez, o Governador da Província de Nampula, Eduardo Mariamo Abdula, destacou o legado deixado por Dom Osório Citora Afonso.

Segundo o governante, o bispo era uma figura respeitada não apenas na Diocese de Quelimane, mas também em Nampula, onde nasceu e construiu laços profundos com a população. “Dom Osório era um homem de fé, esperança e proximidade com as pessoas. Muitos encontravam conforto nas suas palavras e no seu exemplo de serviço à comunidade”.

Tio Salimo manifestou solidariedade à família enlutada e à Igreja Católica, sublinhando que o legado do prelado permanecerá vivo na memória daqueles que com ele conviveram.

Após a celebração eucarística, realizou-se o cortejo fúnebre que acompanhou a urna até ao Cemitério de Napacala, onde os restos mortais de Dom Osório Citora Afonso foram finalmente depositados.

A cerimónia reuniu centenas de fiéis, sacerdotes, religiosas, familiares e representantes de diferentes sectores da sociedade, que prestaram a última homenagem ao bispo.

A Igreja Católica continua a apelar à serenidade, à oração e ao esclarecimento das circunstâncias que levaram à morte de Dom Osório Citora Afonso.


Por: Dilma Coelho