
O Hospital Central de Nampula registou a entrada de 377 pacientes, dos quais 43 ficaram internados, segundo dados apresentados pelo porta-voz da instituição, médico cirurgião Carlos António, durante o informe à imprensa.
Entre os casos registados estão duas vítimas de violência doméstica, oito vítimas de acidentes de viação e um caso de violência sexual envolvendo uma menor de dois anos, proveniente do bairro de Muhaivere. A menor deu entrada na Medicina Legal, onde os exames realizados confirmaram a ocorrência.
O hospital assegurou o acompanhamento e tratamento necessários, incluindo medidas de prevenção de infeções sexualmente transmissíveis. Na pediatria foram igualmente registados sete casos de sarampo, cinco de mordedura canina e 38 casos de malária.
Paralelamente, o Hospital Central de Nampula está a realizar uma campanha de cirurgia de fístula obstétrica, que termina esta quinta-feira, com a meta de operar 200 mulheres. Até ao momento, foram avaliadas 170 pacientes, das quais 140 foram consideradas elegíveis e 75 já foram submetidas a cirurgia. As pacientes são provenientes de Nacala, Eráti, Cabo Delgado, Niassa e da cidade de Nampula.
Segundo Carlos António, 30 pacientes foram transferidas para Maputo devido à complexidade dos casos, que exigem cirurgias prolongadas e acompanhamento de uma equipa multidisciplinar. O hospital apelou às mulheres que sofrem desta condição para procurarem a unidade sanitária enquanto decorrer a campanha.
No banco de socorros de adultos foram atendidos 7.290 pacientes, dos quais 55 ficaram internados. Mais de metade dos internamentos está relacionada com casos de hipertensão arterial. O hospital aconselha a população a reduzir o consumo de sal, praticar exercício físico e controlar regularmente a pressão arterial.
Ainda no banco de socorros, foram registadas 55 vítimas de acidentes de viação, 28 casos de agressão física, três antigos combatentes, três vítimas de mordedura canina e 116 pacientes transferidos de outras unidades sanitárias. Foram igualmente atendidos 129 funcionários públicos.
O hospital registou também o caso de um jovem de 27 anos, vítima de acidente de viação, que deu entrada sem documento de identificação e acabou por perder a vida. A família só conseguiu reconhecer o corpo horas depois. A instituição apelou à população para portar sempre documentos de identificação, de modo a facilitar a identificação e localização dos familiares em situações de emergência.
Carlos António explicou que, quando um corpo não é identificado, permanece na morgue durante 15 dias à espera de familiares. Caso ninguém apareça para fazer o reconhecimento, o hospital comunica às autoridades municipais para os procedimentos subsequentes.
Por: Dilma Coelho






























