NORUEGA DESEMBOLSOU 50 MILHÕES DE DÓLARES PARA PROJETOS DE DESENVOLVIMENTO EM MOÇAMBIQUE

A Embaixada da Noruega em Moçambique desembolsou, no último ano, cerca de 50 milhões de dólares para financiar projetos de desenvolvimento, com prioridade para a província de Cabo Delgado, devido aos desafios provocados pelo conflito armado e pelas mudanças climáticas.

A informação foi avançada pelo representante da Embaixada da Noruega, Oynstein Evenstad, durante um encontro em Nampula. Segundo o diplomata, a cooperação norueguesa apoia áreas como energias renováveis, direitos humanos, governação, democracia, direitos das mulheres e segurança alimentar.

Evenstad afirmou que uma das principais prioridades para o próximo ano será reduzir a pobreza e impulsionar o crescimento económico. Como exemplo do impacto dos projetos, destacou iniciativas de empoderamento feminino que permitiram a mulheres vítimas de violência baseada no género fortalecerem a sua autonomia e defenderem os seus direitos. O representante sublinhou ainda que cerca de 60% da população já beneficia de acesso à energia elétrica.

Por sua vez, o diretor-geral da organização AGAIN, Abel Tapula, explicou que a instituição implementa um programa regional de segurança alimentar e economia azul nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Niassa e Zambézia.

Segundo Tapula, o projeto, avaliado em 9 milhões de dólares, decorre entre 2022 e 2026 e procura fortalecer toda a cadeia de valor do pescado, desde a captura até ao consumo. A iniciativa inclui mercados modernos, produção de gelo, sistemas de conservação com energia solar e apoio à pesca artesanal.

Em Mecúfi, na província de Cabo Delgado, a AGAIN inaugurou um mercado de pescado equipado com fábrica de gelo e frigorífico alimentado por energia solar, além de disponibilizar 10 embarcações motorizadas produzidas localmente para melhorar as condições de trabalho dos pescadores.

O responsável acrescentou que o programa beneficia atualmente cerca de 26 mil deslocados, criando oportunidades de emprego, geração de rendimento e melhoria da alimentação das famílias acolhidas nas províncias do norte do país.


Por: Dilma Coelho