NAMPULA COMEMORA 70 ANOS E APRESENTA AVANÇOS NA INFRAESTRUTURA E ECONOMIA CIRCULAR

A cidade de Nampula assinalou os seus 70 anos de elevação à categoria de cidade com um balanço dos principais avanços alcançados pelo Conselho Municipal e uma reflexão sobre os desafios que continuam a marcar o desenvolvimento urbano.

Em representação do presidente do Município, Ussene Assane destacou que, desde 2024, a autarquia aumentou a arrecadação de receitas para cerca de 200 milhões de meticais, correspondendo a um crescimento de 47,7%.

Segundo Ussene Assane, estes recursos têm sido aplicados em projetos de benefício direto para os munícipes, com destaque para a iniciativa “Lixo de Ouro”, através da qual o município compra resíduos sólidos às comunidades para posterior reaproveitamento na produção de carvão ecológico, promovendo emprego e a economia circular.

Entre as principais realizações, Assane apontou a pintura dos edifícios Macondes, a asfaltagem de 6,7 quilómetros nas avenidas 25 de Setembro, Paulo Samuel Kankhomba e Francisco Manyanga, além da terraplanagem de 6,76 quilómetros em bairros periféricos. O município está ainda a construir sanitários públicos, reabilitar passeios, ampliar a rede viária, distribuir 300 kits escolares e reforçar o transporte urbano com 15 autocarros.

Durante as comemorações, o deputado da Assembleia da República pelo MDM, Fernando Bismarque, reconheceu os progressos alcançados, afirmando que a atual governação municipal dá continuidade ao trabalho iniciado pelo falecido edil Mahamudo Amurane.

Contudo, alertou para desafios como a insegurança, a erosão, a pobreza, a venda informal, as construções desordenadas e a escassez de água potável, defendendo o investimento numa nova barragem para abastecer a cidade.

Por sua vez, o deputado do partido Podemos, Dias Coutinho, considerou que, apesar das obras realizadas, ainda existe desigualdade no desenvolvimento entre o centro da cidade e os bairros periféricos. O parlamentar apelou ao edil Luís Giquira para adotar políticas que garantam maior investimento nas zonas mais afastadas e melhorem as condições de vida das comunidades.


Por: Dilma Coelho