CHEIAS DEIXAM VÁRIOS TROÇOS DA ESTRADA NACIONAL N1 CORTADOS E ISOLAM REGIÕES DO PAÍS

As fortes chuvas e cheias que afectam Moçambique nas últimas semanas continuam a causar sérios constrangimentos na Estrada Nacional Número Um (N1), principal corredor rodoviário que liga o sul, centro e norte do país, com vários troços interrompidos e comunidades isoladas.
O transbordo de rios e a acumulação de grandes volumes de água provocaram danos significativos na via, levando à suspensão total ou parcial da circulação rodoviária em diferentes pontos do país, sobretudo nas regiões sul e centro.


Na província de Maputo, a Administração Nacional de Estradas (ANE) suspendeu o tráfego rodoviário no troço Incoluane–3 de Fevereiro, no distrito da Manhiça, na sequência do aumento do caudal do rio Incomáti, que inundou extensos segmentos da estrada.


Já na província de Gaza, o transbordo do rio Limpopo provocou a interrupção da circulação no troço entre Xai-Xai e Chicumbane, deixando o sul do país temporariamente isolado do restante território nacional por via terrestre.


Segundo dados do Ministério dos Transportes e Logística, as cheias já destruíram mais de 150 quilómetros de estradas classificadas, além de afectarem milhares de quilómetros de vias secundárias em todo o país, agravando os desafios de mobilidade e acesso às zonas mais vulneráveis.


A situação da N1 tem impacto directo no transporte de pessoas e mercadorias, agravando o contexto humanitário. Face ao corte das ligações rodoviárias, a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciou a realização de voos especiais entre Maputo e Xai-Xai, como alternativa temporária.


As autoridades apelam à população para evitar atravessar zonas inundadas, após o registo de incidentes graves, incluindo casos de pessoas arrastadas pelas correntes ao tentarem cruzar trechos alagados da estrada, particularmente na Manhiça.


O Governo continua a monitorar a evolução da situação hidrológica e a coordenar respostas de emergência, reconhecendo que os níveis de água poderão manter-se elevados por pelo menos mais duas semanas nas áreas afectadas.


Enquanto isso, a Estrada Nacional N1 permanece um ponto crítico para as operações de socorro, assistência humanitária e logística, num contexto em que a degradação das infraestruturas rodoviárias e as chuvas intensas continuam a representar grandes desafios.


REDAÇÃO