
A província de Gaza continua a enfrentar uma situação crítica devido às cheias provocadas por chuvas intensas e pelo transbordo de vários rios, com destaque para o rio Limpopo, que já submergiu cerca de 40% do território provincial, afectando zonas urbanas e rurais de baixa altitude.
De acordo com dados das autoridades e parceiros humanitários, mais de 327 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas residências e encontram-se actualmente acolhidas em 36 centros temporários, instalados maioritariamente em escolas, igrejas e centros comunitários. O maior destes centros, localizado em Chihaquelane, alberga mais de 25 mil deslocados.
Na cidade de Xai-Xai, capital provincial, as autoridades reforçaram os apelos para a evacuação imediata das zonas mais baixas, face à subida contínua do nível das águas do Limpopo, que ameaça bairros inteiros e infra-estruturas essenciais.
As cheias provocaram danos severos nas infra-estruturas rodoviárias, deixando vastas áreas isoladas. A circulação entre distritos permanece extremamente limitada, dificultando o acesso a bens essenciais, assistência humanitária e serviços básicos.
O elevado número de deslocados reflecte a dimensão da crise humanitária em curso. Milhares de famílias perderam casas, bens, gado e meios de subsistência, aumentando a vulnerabilidade social.
Organizações das Nações Unidas e parceiros humanitários alertam para o aumento do risco de doenças de origem hídrica, como cólera e diarreias, bem como para a possibilidade de desnutrição, uma vez que muitas fontes de água potável e unidades sanitárias foram afectadas.
No sector produtivo, mais de 28 mil hectares de terras agrícolas encontram-se inundados na província, comprometendo colheitas e colocando milhares de famílias em situação de insegurança alimentar, num contexto em que a maioria depende da agricultura de subsistência.
As previsões meteorológicas indicam a continuação das chuvas, com risco de agravamento da situação devido às descargas das barragens e ao aumento dos caudais dos rios. Distritos como Chókwè, Xai-Xai e Chibuto continuam entre os mais afectados.
As autoridades mantêm o alerta máximo, reforçando as acções de evacuação e assistência humanitária nas zonas de maior risco ao longo do vale do Limpopo.
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