
O Sindicato dos Empregados Domésticos de Nampula considera preocupante a situação laboral da classe, devido aos baixos salários, falta de contratos escritos, despedimentos sem justificação e alegados maus-tratos por parte de alguns empregadores.
Segundo o secretário do sindicato, Macário Lourenço Racimo, muitos trabalhadores domésticos são contratados verbalmente e recebem salários muito abaixo do mínimo estabelecido. O responsável afirmou que há casos em que os empregados chegam a receber apenas 500 meticais por mês, enquanto outros auferem entre 1.500 e 2.000 meticais.
Racimo denunciou igualmente situações em que empregados domésticos são transferidos de Nampula para a Zambézia, ou vice-versa, alegadamente com o objectivo de manter condições de trabalho precárias e evitar o pagamento de melhores salários.
O secretário afirmou ainda que existem casos de trabalhadores que são privados da sua liberdade, sendo alegadamente trancados dentro das residências durante o período em que os empregadores estão ausentes. Segundo Racimo, esta situação faz com que alguns empregados domésticos tenham pouco contacto com o exterior e desconheçam até algumas zonas da cidade de Nampula.
Actualmente, o sindicato conta com cerca de 2.000 empregados domésticos inscritos, mas apenas uma parte beneficia de contribuições para o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). O sindicato tem recebido também queixas relacionadas com falta de pagamento de salários, maus-tratos e despedimentos sem justa causa.
Macário Lourenço Racimo destacou o papel do Centro de Mediação e Arbitragem Laboral de Nampula (CEMAL) na resolução dos conflitos entre empregados e empregadores, afirmando que a instituição tem ajudado os trabalhadores a encontrar soluções para os seus problemas laborais.
Para promover o conhecimento sobre os direitos e deveres da classe, o sindicato realizou, em 2026, duas palestras, uma nas instalações do INSS e outra no CEMAL, na cidade de Nampula.
Por: Dilma Coelho






























